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A busca pelo perdido

Atualizado: Mar 26

Por Isaac Melo

Lucas 15 O contexto das três histórias contadas em Lucas 15 é um só: a resposta de Jesus aos questionamentos dos fariseus. Eles criticavam Jesus porque ele andava com pecadores e outras pessoas de má fama. Jesus era criticado porque andava acompanhado dessas pessoas. Para os fariseus, era como se Jesus se igualasse a elas, por dividir a mesma mesa com essas pessoas. Na primeira parábola, Jesus compara a situação de uma ovelha perdida com alguém que está distante de Deus. Ele diz que alguém, mesmo tendo noventa e nove ovelhas salvas, não fica em paz, se tiver uma ovelha perdida. Deixando inclusive as noventa e nova para ir atrás de uma que está perdida. Jesus fala isso para explicar porque ele andava com pecadores. Ele quer dizer que, é mais importante para Ele buscar e ir atrás daqueles que precisam voltar para Deus, do que ficar satisfeito com aqueles que não precisam voltar para Deus. Pense num pai e mãe que tem três filhos. Dois estão bem, mas um está com problemas. Eles vão ficar em paz enquanto não vê todos os filhos bem? Sua felicidade só será plena quando ver todos os seus filhos felizes. Pense agora em Deus, que mandou seu filho buscar o que estava perdido (Lc 19.19). Que não quer que nenhum dos seus filhos se percam, mas que todos cheguem ao arrependimento (2 Pe 3.9). Você pode achar ofensivo chamar alguém de perdido. Mas a Bíblia quando usa essa palavra para se referir a todas as pessoas que estão distantes de Deus. Mas o mais importante é saber que Deus busca insistentemente todos os perdidos, ou seja, aqueles que estão distantes, até encontrá-los. Foi como a mulher que perdeu uma dracma, que era uma moeda valiosa. A mulher “acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la”. Ela não desiste até encontrá-la. Assim como o pastor “vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la”. O pai do filho perdido é o único que não vai atrás do filho. Porque diferente da ovelha e dracma, o filho escolheu se distanciar da casa do pai. Como todo pai, ele deve ter conversado várias vezes com seu filho, tentando fazê-lo desistir da ideia. Mas não obteve sucesso. Deus faz da mesma forma que esse pai. Não quer que nenhum filho se distancie dele, mas cada um de nós pode escolher se quer ficar perto do pai ou ir para longe dele. Se distanciar de Deus não é quando vamos para um lugar que Ele não vai estar. Você também não precisa dizer em voz alta que não quer Deus perto de você. São as suas escolhas e forma de viver que lhe distanciam de Deus. E Ele respeita sua decisão, embora Deus continue querendo ter você perto dele. Estar perto do pai é decidir viver de acordo com a vontade dele, com todos os benefícios de estar perto dele, amor, salvação, proteção, provisão. Estar longe do pai é decidir viver de acordo com nossas próprias escolhas. É uma escolha tentadora, quem não quer ser dono da sua própria vida e escolhas? Mas quantas escolhas erradas você já fez por querer viver a vida do seu jeito? Como sua vida está hoje é resultado de fazer as coisas do seu próprio jeito. Por isso, está na hora de mudar! Voltando as parábolas, o que Jesus queria, era fazer aqueles homens refletirem se não valia a pena tudo que ele estava fazendo para que aquelas pessoas, ou qualquer pessoa, pudesse ser encontrada por Deus. Para Jesus é claro que valia. Uma pessoa salva vale mais que ovelhas ou dracmas ou heranças. Foi justamente por isso que pai colocou de lado os erros do seu filho, tamanha era a alegria que sentiu quando viu ele retornando. Por isso, precisamos pedir ao Espírito Santo para que sejamos movidos pela mesma diligência e dedicação do pastor de ovelhas quando foi atrás da ovelha que havia se perdido. Do mesmo empenho da mulher que procurou até achar a moeda perdida. Precisamos ser movidos pela mesma compaixão do pai que perdoou seu filho que tinha lhe rejeitado e desperdiçado seu dinheiro. Ao final de cada história, existe uma atitude em comum. O pastor retorna com a ovelha achada e“reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’”. A mulher “quando a encontra [a moeda], reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’”. “O pai [quando reencontrou o filho] disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. 23 -Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. 24 -Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso.” Acredito que todos, quando buscaram o que estava perdido, foram movidos pela alegria que desfrutariam quando reencontrassem aquilo que procuravam. Jesus estava agindo da mesma forma. Ele queria que todos se reencontrassem com Deus. O que os fariseus desconheciam era que Jesus estava disposto não apenas a andar e comer com pecadores, mas também a sofrer e morrer por eles. Muitas vezes agimos como fariseus, quando não queremos nem nos misturar com quem não achamos que seja digno de Deus. Como se existisse alguém que fosse. Como se eu e você fôssemos. Foi o preço pago por Jesus na cruz que permitiu que voltássemos para Deus. Ninguém é digno, mas Deus amou o mundo inteiro mesmo assim. Na história do filho perdido, a filho mais velho não consegue ter a mesma alegria do pai, quando vê seu irmão retornando. O que seu irmão fez foi tão grave que ele não conseguia perdoar. E realmente foi grave, ele esbanjou os (...) bens com as prostitutas. Pense se você, se também não acharia injusto, alguém que gastou de forma irresponsável, os bens que seu pai demorou tanto tempo para juntar, retornar e ser recebido com uma festa? Mas a resposta do pai demonstra o tamanho do seu amor e de felicidade em ter o seu filho de volta: “Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado” A nossa forma de ver a vida nos impede de perdoar as pessoas. Mas Deus não é assim. Ele perdoa todo aquele que se arrepende e volta para ele, não importa o tamanho dos seus pecados. Como no texto bíblico, ainda hoje há alegria no céu quando um filho perdido é achado.

Perguntas para o Grupo Multiplicador:


1. De acordo com Lucas 15, qual das três parábolas chamou mais sua atenção? Porquê? 2. O que há de semelhante na reação do pastor, da mulher e do pai ao encontrar o que havia perdido? 3. Como podemos comparar o que Deus fez conosco com o que o pai fez com seu filho perdido? 4. Diante do que apreendemos com as três parábolas, o que Deus espera da sua igreja em relação aos perdidos?

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