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Resgatando o que se havia perdido

Por Isaac Melo

No capítulo 15 do Evangelho de Lucas são contadas três parábolas que estão estritamente relacionadas. São as parábolas da Ovelha Perdida, da Moeda Perdida e do Filho Perdido.

As três têm um tema central, que é o grande amor do Pai pelos perdidos. O pastor busca a ovelha que se perdeu. A mulher procura cuidadosamente até achar a moeda que se perdeu. O pai sofre pelo filho que se perdeu. E quando o vê, o recebe de volta alegremente.

As três parábolas são contadas após críticas dos líderes religiosos sobre as companhias de Jesus. Eles disseram que Jesus era amigo de pecadores e pessoas de má fama. Para eles, andar com essas pessoas significava, de alguma forma, concordar com suas práticas, ou se contaminar com eles praticando o mesmo.

Eles estavam enganados, pois Jesus andava com eles porque Deus os amava e queria salvá-los. O próprio Jesus declarou que esse era o propósito dele ter vindo ao mundo, para “buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19.10).

E, longe de concordar com os pecados deles, Jesus celebrava quando se arrependiam e mudavam de atitude. Ele se hospedou na casa do corrupto Zaqueu, e quando este decidiu se arrepender, e disse que restituiria aqueles que roubou, Jesus declara: “Hoje houve salvação nesta casa!” (Lc 19.9). Para a mulher pega em adultério, Jesus declara que não a condenaria, mas a aconselha: “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (Jo 8.11).

As três histórias seguem o mesmo script: algo valioso se perdeu; alguém faz um grande esforço para ter de volta o que fora perdido; e há muita alegria e festa quando o que estava perdido é encontrado.

Quando percebemos o profundo amor de Deus por aqueles que estão perdidos, entendemos por que há festa no Céu quando um pecador se arrepende. A alegria de Deus é semelhante a alegria daquele pai que recebe o seu filho de volta.

Por isso, todas se encerram com frases semelhantes:

Eu digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se. (Lc 15.7)

Eu digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. (Lc 15.10)

Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado”. (Lc 15.31)

Relembrando que Jesus contou essas histórias para mostrar aos líderes religiosos que a crítica deles era equivocada. A atitude deles também estava errada, pois eles excluíam e ignoravam os pecadores.

Diante disso, concluímos que as parábolas não eram somente para evidenciar o amor de Deus pelos perdidos. Mas igualmente para nos ensinar qual atitude devemos ter para com quem está distante de Deus.

Jesus conta a parábola da ovelha perdida para nos ensinar que a mesma atitude que um pastor tem com uma ovelha que se perdeu, devemos ter com alguém que está distante de Deus.

O desejo de Deus é trazer para perto aqueles que estão longe, assim como um pastor que não mede esforços, mas é capaz de deixar noventa e nove ovelhas para trás até encontrar uma ovelha perdida.

Jesus conta a parábola da moeda perdida para nos ensinar que a mesma atitude que alguém tem para procurar uma moeda que se perdeu, devemos ter para ajudar alguém a se encontrar com Deus. A mulher acendeu uma lamparina, varreu a casa e procurou até encontrar a moeda perdida.

Jesus conta a parábola do filho perdido para nos ensinar que devemos ter a mesma atitude do pai, que recebe o filho que o desprezou e lhe trouxe grande prejuízo. O texto diz: “Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou” (Lc 15.20).

Não devemos agir como os críticos de Jesus, mas como o pastor que vai atrás de uma ovelha perdida, como a mulher que procura uma moeda perdida, e como um pai que recebe um filho perdido.

Aliás a atitude dos fariseus é semelhante a do filho mais velho, que não se alegra com o retorno do seu irmão. Acha injusto este receber qualquer consideração, muito menos uma festa.

Se Deus ama os perdidos e se alegra com o seu retorno, imagine o quanto Deus se alegra quando nós falamos desse amor para as pessoas.

Deus deseja tanto que isso aconteça, que prometeu que enquanto cumprimos sua vontade, Ele estará conosco todos os dias até a sua volta (Mt 28.20). Ele prometeu que receberemos poder para falar do seu desejo em se reencontrar com seus filhos (Atos 1.8). Ele prometeu ainda que manifestará sinais miraculosos para confirmar a mensagem de salvação que pregamos.

Reencontrar-se com seus filhos é a prioridade maior de Deus. Por isso, Ele é paciente “não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pe 3.9).

Como os três personagens principais das parábolas, somos chamados para ir até as pessoas para levá-las de volta para Deus. É a ordem de Jesus: Vão por todo o mundo e façam discípulos!


Perguntas para Reflexão:


1. Qual é o tema central das três parábolas contadas em Lucas 15?

2. O que acontece nas parábolas que comprova a importância do que foi perdido?

3. O que Deus espera que façamos quando sabemos do seu grande amor pelos perdidos?


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